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riscos_e_rabiscos

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Etapa nº 1.

Levantei-me cedo e dirigi-me ao Centro de Emprego, depois de meia hora à espera de autocarro. Assim que desço na paragem vejo uma fila enorme cujo fim não avisto. Senti-me triste. Humilhada. Humilhada por quem governa este país e permite esta calamidade sem o mínimo peso na consciência. E como se não bastasse o desconsolo da alma, o frio enregelava-nos o corpo.

 

Quase meia hora depois da abertura do Centro, começa a fila a andar. À porta explico o meu caso e dão-me uma senha. Dou dois ou três passos para tentar encontrar um lugar por entre a multidão que se acotovelava na sala. Finalmente, um lugar vago que ocupo com a certeza que iria esperar e muito.

 

Chamam a minha senha e a falta de "prática" e hábito, e a desinformação fizeram-me voltar a casa para ir buscar documentos que faltavam. Já com os documentos na mão, aguardo que me chamem, o que parece levar uma eternidade. A senhora que me atende é simpática e disponível e depois de preenchermos tudo o que é necessário, mostra-me um sorriso e deseja-me boa sorte. Venho-me embora.

 

É tão triste ver "in loco" esta realidade. Muita gente que ainda é novo para reforma mas "velho" para trabalhar (segundo as entidades patronais), muitos semblantes preocupados e fechados. Muito estão lá em situação igual à minha mas outros estão lá apenas para a apresentação quinzenal e para dizer, mais uma vez, que ainda não arranjaram nada...

 

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